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"Ou eu mudo, ou eu morro!" O que fazer quando se nasce no corpo errado?

"Ou eu mudo, ou eu morro!" O que fazer quando se nasce no corpo errado?

Disforia de género é quando uma pessoa não se identifica com o seu sexo biológico. Essas pessoas podem alterar o seu sexo, tornando-se assim transexuais.

Fábio Galvão, com 22 anos, é uma das muitas pessoas que não se identificava com o seu sexo.

Fábio diz que tinha quatro anos quando percebeu que não se sentia bem no corpo em que estava. “Tinha 4 anos quando percebi, sempre vesti roupas de homem. Depois, por volta dos seis anos, via as imagens das revistas e escolhia um modelo masculino para me retratar e depois ia escolher uma modelo feminina para ser minha mulher. No parque dava-me pelo nome de Fábio. No jogo Sims escolhia como personagem um homem e chamava-o Fábio.”

Fábio, que primeiro se chamava Patrícia, tentou evitar o assunto quando descobriu que tinha disforia de género, no entanto, “uma pessoa não vive ao saber que está no corpo errado”. Quando contou à família e amigos a reação não foi boa porque “não era um assunto muito falado nem conhecido”. “A minha mãe pensava que eu ia matar a filha dela e tornar-me num homem que ela não conhecia.”

A família de Fábio decidiu levá-lo a consultas, durante um ano, num neuropsicólogo para “ver se estava tudo bem com o meu cérebro”. Fábio foi encaminhado para o hospital psiquiátrico Magalhães Lemos onde realizou várias avaliações psíquicas. A mãe de Fábio acabou por aceitar a sua decisão, “ou eu mudo ou eu morro. Quando uma mãe ouve um filho a dizer isto, claro que pensa duas vezes.” No hospital identificaram-no com disforia de género e a partir desse momento foi-lhe autorizado o uso das hormonas.

Para todos aqueles que sentem a mesma necessidade, Fábio diz que “primeiro é preciso ter a certeza daquilo que somos e daquilo que queremos. Depois marcamos uma consulta com o médico de família que nos reencaminha para um hospital psiquiátrico com a especialidade de disforia de género.” Logo de seguida são feitas avaliações psiquiátricas para ver se a pessoa está apta para tomar essa decisão. Caso seja detetada disforia de género, a pessoa começa com o tratamento hormonal, “que varia de pessoa para pessoa, eu tomo testosterona de três em três meses porque já atingi um peso considerável. Depois fazemos as cirurgias para alterar o nosso corpo.”

O processo é longo e doloroso, “mas, quando te olhas ao espelho e te vês finalmente a ti, compensa todo o processo”.

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