A rádio sempre foi uma companhia para mim. Era o meu despertador e o meu embalo para dormir. O jornalismo sempre foi a minha paixão, sou daquelas raras pessoas dos agora chamados “millennials” que só liga a televisão para duas coisas: telejornal e futebol. Então a escolha sempre foi óbvia: jornalista de rádio.
Mas a rádio desiludiu-me e deixou-me a questionar tudo o que eu tinha pensado para a minha vida. Descobri que na rádio tudo era mentira. Falsos diretos e falsa magia. Fiquei tão desiludida que a minha vontade de fazer rádio começou a desaparecer, ainda por cima depois de ter tido uma experiência tão boa e enriquecedora em televisão.
Mas entrar, mesmo que por um mês, na equipa de jornalistas da MCR, fez com que eu percebesse que estava errada e ainda bem. Nunca fiquei tão feliz por estar errada. Ter feito parte daquela redação trouxe-me não só, a minha paixão de volta, como fez ainda com que ela crescesse.
O meu percurso foi curto, mas foi das melhores experiências profissionais que já tive. Não só profissionais, mas também pessoais, pois nunca tinha estado num ambiente de trabalho tão bom como aquele que encontrei lá.
O meu pai diz que eu tenho um grande defeito. Esse defeito é “ser dorminhoca”. No entanto, levantar-me, antes sequer de o sol nascer, nunca soube tão bem. Quando fazemos o que gostamos, as coisas mudam. Levantar-me-ia todos os dias, antes do primeiro galo cantar, para voltar a fazer o que fazia ali, com aquelas pessoas.
Obrigada por restabelecerem a normalidade na minha cabeça atrapalhada!
Sistema de comentários desenvolvido por CComment